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Trabalhadores aceitam proposta e praticamente descartam possibilidade de greve na Usiminas

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6 de agosto de 2012

A greve dos 6 mil operários das 12 empreiteiras que prestam serviços à Usiminas, prevista para começar nesta terça-feira (7), está praticamente descartada.

Isso porque a maioria desses trabalhadores, empregados das três maiores empreiteiras -Ormec, Enesa e NM-, aceitou a nova proposta patronal para a data-base de agosto.

 

Em assembleias na manhã desta segunda-feira (6), nas áreas da siderúrgica de Cubatão, os trabalhadores aprovaram o reajuste salarial de 7% e R$ 100 de cesta básica.

Na quinta-feira (2), em assembleia que tomou a rua da subsede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial, o pessoal recusou 6% de reajuste.

Na sexta-feira (3), o presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, chamou as empreiteiras, comunicou oficialmente a greve e explicou que os trabalhadores queriam 8%.

Após longa negociação, que terminou no início da noite, e após muitas consultas às matrizes, os negociadores das empreiteiras ofereceram 7%.

Os empresários propuseram ainda que metade da participação nos lucros ou resultados (plr), aumentada de R$ 800 para R$ 900, seja paga em 25 de setembro.

O benefício estava programado para ser quitado integralmente apenas em fevereiro, uma semana antes do carnaval. O adiantamento de 50% agradou os trabalhadores.

“Fizemos uma via sacra na usina, fazendo assembleias por empresas, e os trabalhadores perceberam os avanços nas negociações”, explica Macaé.

Aumento real

Segundo ele, o reajuste de 7% tem 2% de aumento real, pois a inflação dos 12 meses anteriores à data-base foi de quase 5%: “No TRT (Tribunal Regional do Trabalho), pegaríamos no máximo 6%”.

Além da Ormec, NM e Enesa, cada uma, respectivamente, com 1500, 1200 e 800 empregados, os trabalhadores de outras empreiteiras, menores, também foram consultados.

O sindicalista explica que os 20% restantes, das demais empresas, votarão a nova proposta patronal durante a tarde: “Tudo indica que aprovarão”.

“Sem greve, sem julgamento e sem desgaste, acumulamos outra vitória em 2012, numa sucessão de resultados de campanha salariais que tem deixado a categoria satisfeita”, diz Macaé. ( PP ) – Foto: Bernardete Trajano.