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Sindicatos se solidarizam a caminhoneiros e estivadores

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30 de maio de 2018

 

A partir das 10 horas desta segunda-feira (28), os mais de 60 sindicatos de trabalhadores de Santos deverão se solidarizar à greve dos caminhoneiros e à paralisação dos estivadores. Isso é o que espera o presidente do sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial (Sintracomos), o maior da região, Macaé Marcos Braz de Oliveira. Ele é o coordenador regional da central Força Sindical e mandou mensagens aos mais de 40 sindicatos filiados, na manhã deste domingo (27), convocando-os para a manifestação. O evento será na rua dos Estivadores, onde se localiza a sede do sindicato, entre as ruas João Pessoa e General Câmara, no bairro Paquetá, próximo ao Centro. Dali, Macaé sugere que os sindicalistas e trabalhadores sigam em passeata até o chamado ‘retão’ do bairro Alemôa, onde estão concentrados os caminhoneiros em greve. “O movimento dos motoristas autônomos do porto de Santos, que faz parte da luta nacional dos caminhoneiros, precisa e terá o apoio cada vez maior dos demais sindicatos”, diz Macaé.

Petroleiros

O sindicalista destaca que sua convocação não é apenas para os sindicatos da Força Sindical. Segundo ele, as entidades das demais centrais também deverão participar. O presidente do Sintracomos lembra que os empregados diretos da Petrobras, organizados nos Sindipetros e na Fup (federação nacional dos petroleiros), estão com greve marcada a partir de quarta-feira (30).  “Eles anunciam uma greve de três dias e serão muito bem recebidos se forem à concentração diante do sindicato dos estivadores”, pondera o presidente do Sintracomos. Macaé pediu também a participação de dirigentes, militantes e trabalhadores dos sindicatos filiados à Força Sindical na capital paulista, região do ABC e interior do estado.

 Estivadores

Os estivadores paralisarão as atividades, das 13 às 19 horas, por não terem fechado ainda os acordos e a convenção coletiva de trabalho da data-base de março. A decisão foi aprovada em assembleia na manhã deste sábado (26), por unanimidade. O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, reclama da morosidade nas negociações.  “Já se passaram praticamente três meses da data-base e ainda não conseguimos uma proposta séria do Sopesp” (sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo), diz o sindicalista. Os estivadores aproveitarão a interrupção do trabalho para se solidarizar aos caminhoneiros em greve e a “todo o povo brasileiro, que vem sofrendo com os desmandos do governo”, diz Nei.

 Reivindicações

Macaé ressalta que, além da demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e da mudança na política de preços de combustíveis da estatal, os sindicatos têm outras reivindicações. A revogação da reforma trabalhista é uma delas. Ele também está preocupado com a possibilidade do governo e do congresso nacional aprovarem a reforma previdenciária após as eleições de outubro. A manutenção do calendário eleitoral é outra reivindicação apontada por Macaé. Para ele, “qualquer tentativa de suspensão do pleito deve ser rechaçada, pois disso depende a democracia”. O sindicalista aponta ainda a necessidade de um referendo revogatório para anulação de toda a entrega do patrimônio brasileiro ao capital financeiro internacional. “A crise do petróleo”, finaliza Macaé, “se deve exatamente à privatização da Petrobras, que deixou de ser uma empresa de compromisso social para se transformar apenas em geradora de lucros aos acionistas”. Atualização Joca Diniz  Mtb   66. 112/SP. Texto Paulo Passos MTb 12.646 SP.  Foto divulgação.